O dia de rivalidade começou com o confronto entre Brasil e Argentina no vôlei masculino e o jogo foi bastante previsível, pois o Brasil dominou as ações e fez 3x0 com certa facilidade, contra uma equipe bastante jovem, mas com muito talento que pode se desenvolver e se tornar um excelente time, até porque tem um ótimo técnico o ex-levantador Webber. No segundo confronto no basquete o Brasil teve altos e baixos e mostrou mais uma vez sua falta de fundamento, pois teve o péssimo aproveitamento nos lances livres com apenas 50%, o que mais vez fez falta, assim como no mundial da Turquia, pois quando os jogos ficam apertados como este se tornou no final, coisas básicas como lance livre vai fazer falta. O jogo foi equilibrado no primeiro quarto com boas chances para os dois lados, porém no segundo e terceiro período o Brasil jogou sem consistência tática e muito afobado o que causou um placar bastante dilatado em favor dos argentinos, porém Magnano acalmou os ânimos e o Brasil voltou ao jogo, porém no final da partida mais uma vez o Brasil vacilou e saiu derrotado e eliminado da competição.
Existem bronzes e bronzes. Juliana e Larissa tiveram toda a razão do mundo em celebrar a vitória de 2 sets a 1 (parciais de 11/21, 21/19 e 15/12) sobre as chinesas Zhang e Xue na disputa pelo terceiro lugar. Mas foi uma espécie de prêmio de consolação para a dupla. Afinal, elas tinham esperança de ouro e faziam campanha impecável até cair nas semifinais para as americanas April e Ross – que acabariam derrotadas nesta quarta-feira pelas compatriotas Walsh e May, agora tricampeãs olímpicas.
O bronze delas foi conquistado com uma vitória. Mas talvez o sabor da medalha de Adriana Araújo, mesmo com derrota, tenha sido mais saboroso. Aos 30 anos, ela era uma desconhecida da maioria até trilhar seu caminho rumo às semifinais olímpicas. Nesta quarta, entrou no ringue para encarar a russa Sofya Ochigava. Não conseguiu vencer. Achou o placar final da derrota de 17 a 11 um tanto injusto, mas garantiu uma medalha que a tomou de orgulho. E de lembranças.
Adriana aproveitou o momento para desabafar. Surpreendeu ao atacar o presidente da Confederação Brasileira de Boxe, Mauro José da Silva. Disse que foi humilhada por ele. Alegou ter escutado dele que não tinha condições de disputar os Jogos. Argumentou que agora usa a medalha para “calar a boca” dele.
A medalha de Adriana foi a 100ª ganha pelo Brasil na história dos Jogos Olímpicos. E não será a única do boxe verde-amarelo em Londres. Os irmãos Falcão também estão lá. Depois de Esquiva Falcão garantir lugar nas semifinais, nesta quarta-feira foi a vez de Yamaguchi. E com um triunfo muito expressivo.
Ele bateu ninguém menos que o campeão mundial dos meio-pesados, o cubano Julio la Cruz Peraza. Foi uma luta complicada, equilibrada: empate no primeiro round, vitória do brasileiro por um ponto no segundo, vitória dele por mais dois pontos no terceiro. E medalha assegurada: 18 a 15. No boxe, quem chega às semifinais leva pelo menos o bronze automaticamente.
Em outras modalidades, a jornada não foi tão positiva. Os brasileiros Aldemir Gomes e Bruno Lins não alcançaram vaga na final dos 200m. No salto com vara, Fábio Gomes da Silva também não conseguiu passar. Ele falhou nas três tentativas de alcançar 5,50m. Já no decatlo, o primeiro dia terminou com Luiz Alberto de Araújo em 14º lugar.
No hipismo, os brasileiros ficaram longe do pódio. Rodrigo Pessoa e Álvaro Affonso de Miranda Neto, o
Doda, disputaram a final nesta quarta-feira e ficaram em 22º e 12º, respectivamente, na prova de saltos. O ouro ficou com o suíço Steve Guerdat.
Na vela, por outro lado, o Brasil segue na briga por uma medalha de bronze com Fernanda Oliveira e Ana Barbachan na classe 470. Elas garantiram vaga na medal race, a regata final que reúne os dez primeiros colocados. A dupla volta às águas na sexta-feira. Para ir ao pódio, as brasileiras precisam ficar cinco barcos à frente das holandesas Lisa Westerhof e Lobke Berkhout e quatro adiante das francesas Camille Lecointre e Mathilde Geron.
SIGA O BRASIL EM
LONDRES
Para o décimo terceiro dia de competições temos:
5:00 – Taekowndo Diogo Silva
6:00 – Atletismo
8:00 – Maratona Aquática com Poliana Okimoto
15:30 – Vôlei feminino - Brasil x Japão
17:00 – Vôlei de Praia Masculino - Alison/Emanuel
(BRA) x Brink/Reckermann (ALE)
Cheiro de Medalha
O Brasil pode ganhar mais uma medalha de ouro amanhã na
dupla de vôlei de praia masculino e assim atingir o mesmo número de Pequim (3
ouros) e se aproximar do total de medalhas de Pequim, pois ló Brasil já tem 10
medalhas e com mais 2 boxe garantida, só faltando definir a cor da medalha,
pode chegar a 16 medalhas, caso as duas equipes de vôlei de quadra ganhem
medalha.
Além dessa medalha de Alison e Emanuel, o jogo de vôlei merece
destaque, pois o Brasil teve uma atuação muito boa diante das russas e parece
que encontraram o jogo no momento certo e vem crescendo na competição, então vale
a pena acompanhar este jogo.
Nos esportes individuais temos Poliana Okimoto, que sempre
está entre as lideres do ranking mundial na maratona, porém é uma medalha possível
mas não é certa, pois a prova é longa e extenuante e os vencedores precisarão
de muita garra e vontade para conseguir a medalha. No taekwondo Diogo Silva é
uma esperança, pois já venceu Pan-Americano e fez uma boa participação em
campeonato mundial.
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